Menos de 24 horas após a passagem de Flávio Bolsonaro para o segundo turno na liderança, delegados e agentes da Polícia Federal começaram a se movimentar para assumir cargos de direção em um eventual governo bolsonarista. Pessoas próximas às discussões, ouvidas pelo Bastidor, relataram que um grupo de integrantes diz que se prepara para subir ao “segundo andar”, em uma referência a promoções.
Nos corredores já se discute também os possíveis sucessores do diretor-geral, Andrei Rodrigues, e o futuro do próprio Rodrigues. Um dos temas discutidos são as investigações do financiamento do filme Dark Horse, que apuram os pedidos de dinheiro feitos por Bolsonaro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares para financiar a obra. Não há tempo para concluir o inquérito antes da possível virada de governo.
Muitos ex-chefes de primeiro e segundo escalão da corporação na gestão de Anderson Torres, ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro, atualmente preso por participação na trama golpista, pretendem voltar a circular na sede da PF após o resultado do primeiro turno. Na gestão de Andrei Rodrigues, esses servidores foram “colocados na geladeira”.