O advogado Eugênio Aragão deixou a defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa menos de um mês depois de assumir o caso. A saída foi confirmada nesta terça-feira (19), por meio de nota em que ele afirma que “somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”.

Aragão afirma no texto que eventual acordo de colaboração premiada “apenas seria considerado diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”.

Paulo Henrique Costa negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Aragão havia assumido sua defesa em 22 de abril, ao lado do advogado Davi Tangerino, após a saída do criminalista Cleber Lopes. Tangerino segue no caso.

No dia 8, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência de Costa para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a chamada “Papudinha”, após a defesa informar que buscava um acordo de delação premiada.

Preso preventivamente desde abril, Costa é investigado sob suspeita de ter recebido 74 milhões de reais em propina de Daniel Vorcaro para viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB.

Confira a nota de Eugênio Aragão na íntegra:

Nota do criminalista Eugênio Aragão