O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele foi levado para Superintendência da corporação em Brasília e está detido em uma sala destinada a autoridades. A prisão aconteceu a pedido da PF, que alegou risco de quebra da ordem pública.
No final da tarde de sexta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocou pelas redes sociais uma vigília em frente à casa do pai no condomínio Solar, localizado em Brasília. Às 0h08 deste sábado, o Centro de Integração de Monitoração Integrada, da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, detectou uma tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro.
A Polícia Federal, então, pediu a prisão preventiva de Bolsonaro. Na decisão, Moraes cita uma possibilidade de fuga do ex-presidente com a aglomeração que seria formada em frente à sua casa e ao fato de sua casa ficar a apenas 13km da embaixada dos EUA. Ainda ao se referir o risco de saída do país, o ministro menciona a fuga de deputados aliados de Bolsonaro, como Carla Zambelli, Alexandre Ramagem, e seu filho, Eduardo Bolsonaro.
Condenado a 27 anos de prisão pela trama golpista de 2022, Bolsonaro estava perto de começar a cumprir a pena. O prazo para análise dos embargos infringentes terminam na segunda-feira (24). A partir daí, Bolsonaro poderia ser preso a qualquer momento. Sua defesa pediu a manutenção da prisão domiciliar por motivos de saúde.
A previsão é que aconteça ainda hoje uma audiência de custódia com juiz do gabinete de Moraes para avaliar os trâmites do cumprimento do mandado de prisão.
Os advogados de Bolsonaro ainda não se manifestaram.
Clique aqui para ler a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a prisão de Bolsonaro.
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