Está causando controvérsia em Mato Grosso a atuação da desembargadora Marilsen Andrade no caso da recuperação judicial do grupo Safras. Não pela conduta crítica da magistrada diante das suspeitas de fraude no processo, que envolve dívidas de 2,2 bilhões de reais. O que provoca reclamações fortes é sua decisão de nomear profissionais de fora do estado para saneá-lo.

Uma das críticas envolve a indicação do advogado Oreste Laspro para realizar uma perícia no processo de recuperação, que se encontra suspenso. Laspro atua como advogado e administrador judicial em São Paulo. Peritos e administradores judiciais de Mato Grosso dizem que não faltam profissionais competentes no estado – e com maior conhecimento e experiência sobre processos do tipo.

Outro nome que chamou a atenção é o do economista Jorge Luiz Campos. A desembargadora o indicou como interventor no caso. Ele também é de São Paulo. Não tem experiência com casos em Mato Grosso. Campos, porém, declinou a indicação.

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