A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (4) para negar um recurso do influenciador digital Renato Cariani, que responde pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A defesa tentava impugnar o andamento do processo, que ainda não foi julgado em primeira instância.
Cariani foi alvo de uma operação policial em 2023. A Polícia Federal descobriu indícios de que sua empresa de produtos farmacêuticos vendeu produtos químicos de forma fraudulenta, que poderiam ser usados para a produção de cocaína. Ele virou réu em 2024.
A defesa de Cariani argumenta que, como a investigação começou na Polícia Federal, o processo não deveria ser analisado pela Justiça de São Paulo, como ocorre atualmente. Entretanto, o relator, ministro Cristiano Zanin, disse que a autoria do inquérito policial não é motivo suficiente para alterar a competência do foro.
O magistrado ainda lembrou que os crimes pelos quais Cariani é acusado devem ser julgados em âmbito estadual e que a jurisprudência do STF sobre o tema é clara ao manter casos semelhantes nessa instância.
O entendimento de Zanin foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia, mas já não é possível alterar o resultado.
Cariani mantém uma série de canais próprios em redes sociais, nos quais fala sobre exercícios e cuidados com o corpo. Ele chegou a reconhecer a venda dos produtos aos demais suspeitos de integrar a quadrilha de traficantes, mas disse que foi enganado pelo grupo e sempre negou os crimes.
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