O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, incluiu na pauta de terça-feira (6), dois dias após o primeiro turno das eleições, a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. A sessão começa às 14h, em formato semipresencial.

A data coincide com o plano do governo. O Palácio do Planalto queria votar a PEC no plenário do Senado na semana de 5 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno. A ideia era usar a aprovação na reta final da campanha

Em 2 de setembro, além de aprovar o texto, a Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, aprovou um calendário especial que dispensou o intervalo de cinco sessões entre a comissão e o plenário. Foi isso que permitiu à PEC chegar à pauta agora. As sessões de discussão continuam previstas. Para votar antes delas, os senadores precisam aprovar um novo calendário em plenário.

Até quinta-feira (1º/10), o Senado não tinha sessão marcada para a semana seguinte ao primeiro turno. Na véspera, o presidente Lula disse em entrevista ao canal Cosmo Política que a PEC seria aprovada ainda neste ano, antes da posse do próximo presidente.

Para aprovar a PEC, o governo precisa de 49 dos 81 senadores em cada uma das duas votações, com presença física no plenário. Foi a dúvida sobre esse número que adiou o voto em 2 de setembro. Havia 75 senadores presentes, e o governo contava cerca de 54 votos. Questionada por Alcolumbre, a base admitiu não ter garantia.