Senadores adiam quebra de sigilo de Carlos Bolsonaro

Publicada em 09/06/2021 às 10:35
Foto: Danilo Verpa/Folhapress

A falta de consenso entre os senadores de oposição e independentes na CPI da Pandemia adiou a votação da quebra dos sigilos telefônico e financeiro do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

O requerimento está há duas semanas para ser votado, mas, por enquanto, não irá ao plenário da comissão. Na opinião do relator Renan Calheiros e de outros senadores da oposição, é preciso ter mais informações para fundamentar a decisão. O autor do pedido, Alessandro Vieira, discorda, mas acatou a divergência dos colegas.

O vereador foi citado por vários depoentes como integrante do “gabinete paralelo” que influencia decisões do governo federal durante a crise sanitária. O ex-ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, foi o primeiro a dar essa informação aos senadores da CPI.

Entre as possibilidades investigadas pela CPI, a imunidade de rebanho está diretamente ligada à postura do presidente Jair Bolsonaro em evitar a compra de vacinas no ano passado apesar de o governo federal ter recebido inúmeras ofertas dos laboratórios fabricantes.