Quem ganha e quem perde com a crise das cirurgias cardiológicas

Publicada em 10/01/2022 às 18:11
Mais pobres devem sofrer com a falta de atendimento, enquanto Queiroga ignora problema Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A portaria 3693/21, que forçou hospitais particulares e filantrópicos que atendem pelo SUS a suspender cirurgias cardiológicas de alta complexidade prejudica diretamente os brasileiros mais pobres, que sofrem com doenças do coração. 

As reduções atingem toda a cadeia envolvida nesses procedimentos, da indústria aos médicos. Para o governo federal, o único ganho é a economia. Caso a portaria permaneça em vigor, o corte na saúde, apenas nesta área, será de R$ 292 milhões, só em 2020.

Especialistas ouvidos pelo Bastidor acreditam que a redução tenha sido feita com base nos preços pagos em grandes licitações, o que não condiz com a realidade dos hospitais particulares e filantrópicos que atendem pelo SUS. 

A indústria também reclama. Alega que a tabela do SUS referente aos itens usados nos procedimentos está defasada há 20 anos. Embora alguns equipamentos tenham sido reajustados, a maior parte sofreu redução nos preços pagos. Se o teto de gastos é muito baixo, a tendência natural de mercado é que passem a fornecer apenas para o setor privado.

Os médicos veem problemas nessa equação: sem itens para cirurgias, os hospitais tendem a fechar os departamentos especializados. Por serem funcionários privados, podem ser demitidos. Além desse problema, alegam que estão desde 2009 sem receber aumento pelo trabalho que exercem nos centros cirúrgicos, o que leva a classe ao desinteresse em atender pelo SUS.

Para a população mais pobre que sofre de problemas cardiovasculares graves, o que resta é o medo da morte. Esses hospitais que atendem pelo SUS realizam a maior parte dos procedimentos cardiológicos de alta complexidade, segundo o setor.

A alternativa desesperada dos que podem pagar é aderir a planos de saúde populares. O problema é que muitos não atendem casos complexos, como as cirurgias cardiológicas.

Sem o atendimento adequado do SUS, há risco de o Brasil ver um aumento vertiginoso dos óbitos relacionados a doenças do coração. Só em 2021, mais de 200 mil pessoas morreram com males cardiológicos no Brasil. Metade deles foi por infarto.

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