PT debaterá um pacto pela democracia

Publicada em 10/09/2021 às 12:00
Foto: Thenews2/Folhapress

Dirigentes petistas vão aproveitar a reunião do diretório nacional do PT neste sábado, 11 de setembro, para discutir a elaboração de um documento que projete o país para os próximos 30 anos e tenha o compromisso de todos os partidos do campo democrático.

Seria um Pacto pela Democracia.

Em linhas gerais, a ideia é que o compromisso sirva de norte para que o campo democrático, independente do partido que estiver na Presidência da República, garanta a manutenção da democracia, o desenvolvimento econômico e a distribuição de renda.

Lula se interessou pela proposta e pediu que se discutisse a na reunião.

Se aprovado pelo partido, Lula irá procurar lideranças políticas e partidárias para que se tornem signatárias do documento.

Para incluir direita e esquerda, o documento trará o compromisso dos seus signatários em respeitar e promover as liberdades de imprensa, de expressão e religião, o respeito aos demais poderes da República e sua independência, o respeito ao regramento jurídico, aos direitos humanos, ao princípio da transparência. São alguns pontos da defesa da democracia.

No ponto onde tratará de desenvolvimento econômico, o compromisso será de elaborar políticas que deem estabilidade política e jurídica aos empresários e espaço tributário para seus investimentos, ao mesmo tempo que garanta direito aos trabalhadores.

O documento, diz um petista encarregado de elaborar a minuta, tentará ser o menos ideológico possível, respeitando o direito do empresário de buscar o lucro e investir em seus negócios sem que, para isso, precarize os direitos dos trabalhadores, de modo que possam ter tempo e dinheiro para consumir e movimentar a economia.

Outro pilar diz respeito a reforma tributária como compromisso de seus signatários. O norte será tornar os impostos diretos, como o imposto de renda, mais eficiente em arrecadação e, ao mesmo tempo, mais justo, de modo que seja possível reduzir os impostos sobre consumo.

De acordo com o petista, uma maneira de diminuir resistências é promover um grande período de transição, pelo menos três décadas, para que seja possível haver planejamento e previsão, principalmente para empresas.

O documento só será fechado depois de receber sugestões de seus signatários. Falta, porém, admitiu um petista, é convencer adversários e até aliados, que desconfiam das iniciativas do PT em anos pré-eleitorais. "Se fosse fácil, o Brasil já seria uma Suíça", disse.