Kassab ressalta o desgaste político de Bolsonaro

Arnaldo Galvão
Publicada em 22/07/2021 às 18:34
Foto: Necton Investimentos

Mais de 60 milhões de pessoas perderam amigos ou parentes por causa da pandemia no Brasil e não gostam de ouvir o que o presidente Jair Bolsonaro fala e o que ele faz. Recentemente, em um evento no Nordeste, ele retirou a máscara de uma menina que estava em seu colo.

A descrição resume o quadro político do país que terá eleições para presidente no ano que vem e não foi dada por um político esquerdista. A análise é do presidente do PSD, Gilberto Kassab, em evento realizado hoje, quinta-feira 22 de julho, pela Necton Investimentos.

Ele defendeu a ideia de o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ser candidato em 2022 para romper com a polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula.  “Espero que ganhe alguém que una o Brasil. Não acredito em candidatos de proveta. São mais de 100 milhões de eleitores que vão escolher um presidente. Pacheco já foi testado em uma importante eleição em Minas Gerais”, comentou.

Kassab criticou quem defende a eleição majoritária para o Legislativo, conhecida como distritão. Nesse caso, elegem-se apenas os mais votados em um distrito que é o Estado da federação. “O distritão abre espaço para as milícias e reduz a representação do eleitor. Não há democracia sem partidos e o distritão tira a importância dos partidos ao exagerar o papel do candidato”, explicou.

Quem defende o voto impresso quer, na avaliação de Kassab, bagunça ou tumulto. Ele acredita que as propostas do distritão e do voto impresso já estão derrotadas nas comissões e não devem chegar ao plenário da Câmara, onde o PSD tem 35 deputados federais. “A urna eletrônica usada no Brasil é segura e vem sendo testada permanentemente. O sistema não é online. Má-fé ou ignorância explicam a defesa do voto impresso”, alertou.

No campo econômico, Kassab disse que vai trabalhar contra a proposta de mudança do imposto de renda apresentada pelo ministro Paulo Guedes. Justificou sua oposição ao afirmar que é uma ideia da Receita Federal para arrecadar mais e que muitos empreendedores vão pagar mais tributos. “Parece que o ministro não leu o texto antes de enviá-lo ao Congresso”, criticou.