Guedes paga o preço do 7 de setembro de Jair Bolsonaro

Publicada em 09/09/2021 às 11:45
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O 7 de setembro de Jair Bolsonaro atrapalhou o trabalho do ministro da Economia, Paulo Guedes, que já estava com dificuldade de convencer o relator do projeto da regra de ouro, o deputado Hildo Rocha, a liberar o dinheiro desejado pelo governo.

Em junho, o governo pediu ao Congresso autorização para emitir R$ 164 bilhões em títulos públicos para não quebrar a “regra de ouro” e poder pagar salários de servidores e honrar outras despesas correntes.

Ele não conseguiu. Em seu relatório, Rocha autorizaria apenas R$ 28 bilhões, porque, de acordo com sua equipe, houve aumento de arrecadação no país e não justifica, portanto, autorização de gastos além do teto de R$ 168 bilhões.

O governo tentou chegar num acordo, reduzindo para R$ 130 bilhões. Hildo, novamente, disse não.

O deputado insiste que dados levantados por sua equipe com técnicos do próprio Ministério da Economia mostram excesso de R$ 270 bilhões de arrecadação até o fim do ano. Guedes insiste, ao dizer que o valor é dividido com estados e municípios.

Não colou. E o relator, a seus interlocutores, admitiu que duvida dos números apresentados pelo ministro. Para ele, o governo tem, como um todo, cada vez menos credibilidade por conta do presidente Jair Bolsonaro.