CPI vai trabalhar no recesso, mas depoimentos ficam para agosto

Publicada em 15/07/2021 às 17:50
Foto: Futura Press/Folhapress

Os senadores da CPI da Pandemia vão continuar os trabalhos durante o recesso no Congresso para analisar documentos recebidos em mais de 1800 remessas.

O recesso do Congresso vai de 18 a 31 de julho e os depoimentos serão retomados em agosto. O coronel Marcelo Blanco e o reverendo Amilton Gomes de Paula, da organização não-governamental Senah serão ouvidos no âmbito da intermediação para negociar vacinas da AstraZeneca em nome do governo.

O coronel Marcelo Blanco teria sido a pessoa que apresentou o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominghetti Pereira, representante da Davati Medical Supply ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Dominghetti acusou Dias de pedir propina de um dólar por dose.

Os representantes das gigantes de tecnologia Google e Facebook devem ser convocados, mas ainda não há data.

Com a prorrogação da CPI da Pandemia em mais 90 dias contados a partir de 7 de agosto, os senadores pretendem se concentrar na rede de desinformação comandada pelo governo Bolsonaro. O objetivo é deixar essa investigação por último para relacionar o atraso de compras de vacina com corrupção ao mesmo tempo em que a população recebia recomendação de usar remédios imprestáveis para tratar doentes com covid.

A realização de viagem ao Paraguai ainda está sendo avaliada pelos senadores. O objetivo é a investigação da Precisa Medicamentos, do lobista Francisco Emerson Maximiano, empresa que intermediou a compra da vacina indiana Covaxin. No Paraguai, a Precisa também é acusada de intermediar a venda de vacinas e não cumprir o contrato.   

Outra viagem que os senadores avaliam é ao Rio de Janeiro para realizar uma audiência sigilosa com o ex-governador Wilson Witzel