Conjuntura deve reduzir impacto das reformas

Publicada em 03/05/2021 às 09:59
Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress

Prevalece entre os deputados mais experientes a previsão de que as reformas administrativa e tributária não serão aprovadas neste ano com as mudanças desejadas pelo governo. O enorme desgaste provocado pela pandemia se soma ao calendário eleitoral que prejudica a tramitação de propostas mais abrangentes.

Aliados de Jair Bolsonaro avaliam que o avanço das duas reformas na Câmara está condicionado a uma configuração mais branda do que deseja a equipe econômica para reduzir o custo da máquina pública e racionalizar o sistema tributário.

Na visão dos veteranos da Câmara, a tendência da reforma tributária é se limitar à unificação de impostos federais. No caso da reforma administrativa, as alterações seriam aplicadas somente aos que vão ingressar no serviço público.

Arthur Lira está empenhado em aprovar as reformas porque quer deixar uma marca como presidente da Câmara. Ele já disse que se a reforma administrativa não avançar na CCJ, vai levá-la diretamente ao plenário.

O atalho de Lira também depende de articulação política para convencer os deputados a aprovarem pautas indigestas para o eleitor. O lobby dos funcionários públicos é atuante no Congresso e o poder público é grande empregador no Brasil.