Brasil vacinou apenas 30% dos grupos prioritários

Publicada em 14/06/2021 às 06:00
Foto: Raul Spinassé/Folhapress

Confirmando as projeções mais realistas, o Brasil vacinou até agora cerca de 30% das pessoas em grupos prioritários, como idosos e profissionais de saúde. Apenas 23 milhões dos 78 milhões de brasileiros que têm direito a se imunizar antes dos demais receberam duas doses. (À exceção da vacina da Johnson & Johnson, uma pessoa só é considerada imunizada após receber duas doses.)

Entre janeiro e maio, o governo federal manteve a promessa inexequível de que todos os brasileiros nos grupos prioritários seriam vacinados no primeiro semestre.

O Brasil tem uma população vacinável inicial de 160 milhões de pessoas. É provável que essa população aumente até o final do ano, com a inclusão de adolescentes a partir de 12 anos. Hoje, compõe-se de adultos a partir de 18 anos. Há também a perspectiva de aplicar vacinas de reforço em idosos que tenham recebido doses da Coronavac - ainda há dúvidas na comunidade científica sobre a efetividade real dessa vacina, embora ela seja segura.

O país imunizou, portanto, cerca de 15% das pessoas que hoje podem tomar vacina. Ainda assim e apesar de persistirem dificuldades globais na compra, distribuição e entrega de vacinas, o Ministério da Saúde assegura que todos os brasileiros serão imunizados em 2021.

Alguns governadores, como João Doria, prometem vacinar suas populações adultas até setembro e outubro. Esse tipo de garantia prevê a entrega sem contratempos e veloz de uma quantidade maciça de vacinas. Técnicos do SUS não são tão otimistas.