Toffoli limita quebras de sigilo de dono de agência que recebeu R$ 4 mi de Max e Trento

Publicada em 13/10/2021 às 16:24
Foto: Reprodução/LinkedIn/Raphael Barão

As quebras de sigilo impostas pela CPI à Barão Turismo e seu dono, Raphael Barão Otero de Abreu, só compreenderão o período da pandemia. A decisão tomada há pouco por Dias Toffoli coloca como marco inicial o reconhecimento oficial, pelo Legislativo, da crise de saúde da Covid-19: 20 de março de 2020.

Raphael Barão pediu a suspensão das quebras dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal no último dia 6 - as mesmas solicitações foram feitas em relação à Barão Turismo. O empresário é acusado de receber R$ 4 milhões da Precisa Medicamentos, companhia de Francisco Maximiano, e da Primarcial, de Danilo Trento. 

Porém, o período que interessa à CPI começa em janeiro do ano passado. Segundo os senadores, foi a partir daquele mês - até junho deste ano - que a Barão Turismo recebeu transferências de Maximiano e Trento usadas para dissimular repasses que podem ter sido feitos a agentes públicos.

Outra suspeita da CPI paira sobre a abertura, pela Barão Turismo, de uma offshore no Wyoming (estado dos EUA com regras similares a de paraísos fiscais), em fevereiro deste ano. Foi nesse mês que Ministério da Saúde e a Precisa assinaram o contrato da Covaxin.