Supremo confirma parcialidade de Moro e libera Lula para concorrer em 2022

Publicada em 22/04/2021 às 18:41
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Embora o julgamento ainda não tenha terminado, formou-se hoje (quinta) maioria no plenário do Supremo para manter a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no processo contra Lula do triplex do Guarujá. O Bastidor antecipou essa tendência mais cedo.

Até às 19h desta quinta, o julgamento estava sete a dois pela manutenção da parcialidade de Moro, declarada em julgamento da Segunda Turma. O presidente do tribunal, Luiz Fux, encerrou a sessão no começo da noite, interrompendo sopapos verbais entre Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

Mais cedo, em uma vitória expressiva para a defesa do ex-presidente, os ministros concordaram com Edson Fachin e decidiram que os quatro processos contra o petista tocados em Curitiba devem ser remetidos à Justiça Federal do Distrito Federal.

A opção por Brasília torna ainda mais exíguas as chances de que algum deles resulte em condenação em duas instâncias antes das eleições. A segunda instância, caso haja sentença condenatória em tempo recorde na primeira, será o Tribunal Regional Federal da Primeira Região. Os desembargadores do TRF-1 que provavelmente viriam a julgar o ex-presidente são hostis a Lava Jato. (A condenação em segunda instância antes das eleições impediria o petista de concorrer, como ocorreu em 2018.)

Para todos os efeitos, Lula está livre para ser candidato em 2022. Dificilmente será condenado novamente pelos casos de corrupção na Petrobras - embora não faltem provas contra ele. A suspeição declarada de Moro também prejudica profundamente os demais processos e investigações da Lava Jato.

O Supremo provavelmente encerrará o julgamento da suspeição de Moro na próxima quarta.