Sucessão no STF racha governo e família Bolsonaro

Diego Escosteguy
Publicada em 11/05/2021 às 06:00
Foto: Folhapress

Com o retorno do ministro do Tribunal de Contas da União Jorge Oliveira às negociações para ocupar a vaga do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, perde força a ala comandada pelo senador Flávio Bolsonaro, seu conselheiro Frederick Wassef e parte do centrão. 

Foi esse mesmo grupo que alijou Jorge Oliveira da vaga do ministro Celso de Melo no STF e optou por apoiar o desembargador Kassio Nunes. Aos mais íntimos, Jorge não esconde até hoje a mágoa de ter sido “jogado para fora da pista” por Flávio e Wassef quando foi convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a primeira vaga no STF. 

O retorno do ministro do TCU à disputa representa uma importante conquista de espaço do grupo composto por Jorge Oliveira, como o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner do Rosário, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e os militares próximos ao grupo. 

Além deles, Jorge conta com a amizade da primeira-dama Michele Bolsonaro e do próprio AGU, André Mendonça. O grupo liderado por Oliveira ainda espera que André venha a ocupar a vaga eventualmente aberta no TCU.