Lewandowski nega silêncio à "capitã cloroquina"

Publicada em 18/05/2021 às 19:51
Foto: Instagram/Mayra Pinheiro

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação no Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, deverá responder às perguntas dos senadores no depoimento marcado para quinta-feira 20 de maio na CPI da Pandemia.

Apelidada de “capitã cloroquina”, ela pediu ao STF a garantia de ficar em silêncio para evitar que se incrimine, mas o ministro Ricardo Lewandowski, diferentemente do que decidiu para o general Eduardo Pazuello, negou a ordem.

O ministro argumentou que Mayra não demonstrou em seu pedido que vai sofrer constrangimento ilegal em seu depoimento. Além disso, Lewandowski justificou sua negativa no fato de ela não estar sendo investigada, situação diferente do general Pazuello que responde a inquérito a pedido da PGR.

Lewandowski cita que Mayra afirmou em seu pedido ter “atuado, permanentemente, com integral respeito aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. Ela também afirmou ao STF que seus atos foram respaldados por documentos do Ministério da Saúde e publicações científicas sobre a abordagem farmacológica da doença decorrente do coronavírus”.

Na decisão tomada hoje, terça-feira 18 de maio, o ministro do STF determina que Mayra tem o dever de pronunciar-se sobre a sua atuação, mas tem o direito a não se incriminar.