Barroso não se declara suspeito em julgamento de delação de Cabral

Publicada em 26/05/2021 às 18:36
Foto: Futura Press/Folhapress

Embora tenha sido apoiado por Sérgio Cabral quando era candidato ao Supremo, o ministro Luís Roberto Barroso, ao contrário de Luiz Fux, não se declarou suspeito para votar no julgamento da delação do ex-governador. Barroso se manifestou em favor da manutenção do acordo fechado por Cabral com a Polícia Federal.

O ministro divergiu de Edson Fachin quanto à possibilidade de a PF firmar acordos de delação. Para Fachin, o Supremo deveria mudar de posição e impedir que policiais fechem colaborações sem a participação do Ministério Público. Caso os demais ministros não topem alterar o entendimento atual do Supremo, contudo, Fachin opina pela legalidade do acordo de Cabral.

Gilmar Mendes, Kassio, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes votaram contra a delação. O decano Marco Aurélio Mello acompanhou Barroso.

O julgamento, que ocorre em plenário virtual, vai até sexta, dia 28. Foi provocado pelo pedido da Polícia Federal para investigar o trecho do relato de Cabral que implicava Dias Toffoli em corrupção. O ministro nega a suspeita levantada pelo delator.