Alvo da PF, apadrinhado de Ciro ameaça falar

Diego Escosteguy
Publicada em 21/09/2021 às 15:53
Foto: Ciro e seu apadrinhado Davidson Tolentino

Está em curso agora (terça à tarde) uma crise silenciosa na cúpula do governo Bolsonaro. Apadrinhado de Ciro Nogueira numa diretoria da Codevasf até dias atrás, o advogado Davidson Tolentino ameaça falar o que sabe se for abandonado.

Interlocutores do ministro da Casa Civil descrevem o estado de espírito dele usando palavras como "pânico" e "desespero". Aliados de ambos tentam, neste momento, acalmar Tolentino.

Tolentino foi alvo hoje de operação da Polícia Federal. A PF investiga a suspeita de crimes em pagamentos do Ministério da Saúde, entre 2016 e 2018, a empresas do grupo do lobista Max - este e alguns de seus sócios também foram alvo de buscas mais cedo.

O ex-diretor da Codevasf era diretor de Logística da Saúde (também por indicação de Ciro) à época dos fatos investigados. Foi investigado na Lava Jato, assim como seu padrinho. Ciro emplacou no lugar dele na Codevasf seu ex-assessor Rodrigo Moura Parentes Sampaio.

Atualização às 17h41 de 21 de setembro de 2021: uma versão anterior desta nota informava, incorretamente, que Tolentino ainda exercia o cargo de diretor na Codevasf. O apadrinhado de Ciro deixou o órgão no começo de setembro.