Secretário de Mineração deixa MME em plena crise

Publicada em 30/06/2021 às 21:38
Foto: Alexandre Vidigal de Oliveira

O secretário Alexandre Vidigal de Oliveira mandou no início da noite de hoje, quarta-feira 30 de junho, uma mensagem de despedida aos colegas de governo. Ele comandava a Secretaria de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia.

Em plena crise hídrica e com os inevitáveis impactos negativos na geração de energia e no bolso dos consumidores, o almirante Bento Albuquerque perde um administrador de perfil técnico.   

A cadeira do almirante Bento Albuquerque é cobiçada por dois senadores da tropa de choque do presidente Jair Bolsonaro na CPI da Pandemia. O líder do governo Fernando Bezerra quer ver o filho, deputado Fernando Coelho, ministro. Ambos são investigados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa, falsidade ideológica e omissão de prestação de contas.

O inquérito policial tem indícios desses crimes decorrentes de R$ 10,4 milhões que foram captados de 2012 a 2014 pelos dois parlamentares das empresas OAS, Barbosa Mello, S/A Paulista e Constremac.

O senador Marcos Rogério parece um rival prestigiado por Bolsonaro nessa corrida pelo MME porque relatou recentemente o projeto de conversão em lei da medida provisória que autoriza a privatização da Eletrobrás.  

“Após quase 40 anos no setor público, estou me desligando do MME, encerrando hoje mais um ciclo da minha trajetória profissional. Foi uma decisão que tomei em março, compartilhada à época aqui no MME, e que se materializa na presente data”, disse o secretário em parte do texto da sua despedida.